segunda-feira, 27 de junho de 2011

Isaías Versus Jonas

Um coisa chama atenção na história de Isaías e de Jonas.
Estávamos no evento chamado Encontro Estadual de Estudantes Evangélicos, evento organizado movimento chamado Aliança Bíblica Universitária de Natal, do qual faço parte e milito. Estudávamos sobre Jonas, o profeta fujão. O Tema do evento - que tinha a presença de estudantes de algumas cidades do estado - era "Quando Ele chama, não adiante se esconder."
Em uma das Exposições Bíblicas foi feito um paralelo entre o profeta Jonas, e o Profeta Isaías. Paralelo que chamou-me atenção e foi fonte de reflexão.

Muitos de nós já conhecemos a história de ambos os profetas, mas vamos ao resuminho:

Jonas, recebe o chamado do Senhor convocando-o para ir a Nínive. Nínive, cidade onde o povo mais perverso da época residia, povo que ameaçava o povo de Jonas. Ele recebe esse chamado, e foge, pois em seu coração sabia que o sucesso da mensagem de arrependimento que o Senhor lhe ordenaria falar era possível. Ele não o queria.
Desce a Jope, embarca num navio para Társis, extremo do mundo para época (situada na península Ibérica), decidido a fugir da presença e da ordem do Senhor, como se fazê-los fosse possível. Vem a tempestade, é jogado ao mar, pára na barriga de um grande peixe... e Ali se humilha. Deus dar-lhe outra oportunidade. Ele vai prega a cidade - e o faz de muito mal jeito (a cidade precisava de três dias para percorrer; ele o faz em um), contudo, como o resultado não depende dele o povo se arrepende e ele ira-se contra Deus.
Parece-me que Jonas não sabia quem realmente era diante de Deus.

Contudo, vemos em Isaías. Ele vê ao Senhor, e reconhece logo quem é: Homem de Lábios impuros, e que abita num povo de impuros lábios(pecador miserável). Reconhece estar diante do Deus Santo, do Senhor dos Exércitos. Ouvi o chamado e se prontifica (Eis-me aqui, envia-me amim).
Muitas vezes paramos ai. É lindo. Isaías diz: "Eis-me aqui". Mas somos a desafiados a continuar...

Deus dá a Isaías uma mensagem que, trazendo para os dias de hoje, seria frustrada e nem um pouco abençoada, pois ninguém o ouviria e se converteria. Ela teria o efeito contrário ou que basicamente acontecia com outras mensagens proféticas, de exortação: o arrependimento.

Ele pregaria: Convertam-se! Mas não se converteriam dos maus caminhos. Chorem pelos pecados! Mas se alegrariam neles. Voltem-se para Deus! Mas o rejeitariam e voltariam para si mesmos.

Diante disso, e Isaías ciente da mensagem, ele poderia dizer: Senhor, pra me enviar, então? Por que não polpar-me de tamanho desgaste?

Contudo, ele foi. Não pelo "sucesso" que se é comum. Mas pelo sucesso verdadeiro: Obedecer a voz e a ordenança de Seu Deus.

O que quero chamar atenção, para aqueles que entendem a obrigação de nossa obra proclamadora é:

Isaías Sabia quem era diante de Deus, Jonas não - Mostra isso ao afrontar a Deus com Sua ira e desobediência.
Isaías prontificou-se pra ir imediatamente, Jonas, mesmo sendo chamado diretamente, não.
Isaías foi obediente a Deus, mesmo sabendo que a mensagem não frutificaria, Jonas, ciente de que Deus é misericordioso, compassivo e que perdoa, não obedeceu, e quando o faz, o faz contrariando o Espírito de Deus com sua ira.

Dois profetas, um mesmo Deus, uma mensagem, resultados diferentes, reações diferentes.

A reflexão é:
Com qual dos dois me pareço?

Christopher Vicente 27-06-11

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