segunda-feira, 27 de junho de 2011

Saudade torturadora

Aiiii...
que vontade de dar um abraço forte
Forte ao ponto de matar
Estrangulada a saudade
Que tortura o coração
Abraço forte ao ponto
De diminuir
a distância infinitésima possível
que possa existir

fico me perguntando:
Pra que a saudade foi inventada?
Talvez, pra lembar àqueles que a senti
de nunca se esquecerem da pessoa amada?
Ou, talvez, ela não tenha sido inventada
Assim como o escuro é a ausência da luz
O frio ausência do calor
A saudade é a ausência da presença de alguém
Que muito se quer está do lado
Seja de bom humor, ou mal humorado

Procurarei uma piscina
Pra matar afogada a saudade.
Matar essa nostalgia
Que vive a me dar agonia,
e agonizar corações
que insistem em amar
Disseram-me que essa piscina
encontrava-se em teus braços
Podendo eu afogá-la em teus abraços
Diga-me, muito preciso saber:
Estavam certo quando me disseram
que era ai?

Como lhe dar com a saudade?
Saudade da Suprema Casa,
Da nova Morada,
do SENHOR, da amada?

Acho que existe um assassinato perdoável,
E se não o for que os vereadores e deputados
O torne:
O assassinato da saudade, leviana, e perturbadora da ordem privada.
Contudo, mesmo querendo extingui-la tem ela algum proveito,
um bom proveito: Lembrar do meu Salvador,
Lembrar de Minha Nova morada,
Lembrar da minha amada, e manter aceso
O desejo, e o asseio de amá-la;
de abraçá-la.

É torturadora,
e fonte de reflexão e lágrimas,
Mas se é pra tê-la, terei,
contando os dias em que a abandonarei.

Como se ela - a saudade - chegasse e dissesse:
Matá-me, não quero torturar-te.
E consoladamente eu respondesse:
Acalma-te, não posso matar-te agora,
pois a arma para tal longe estar,
contudo, logo logo chegará
O dia em que desse coração vou te eliminar.

Christopher Vicente 27-06-11

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