segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma criança no supermercado

Estava eu num supermercado, indo fazer compras pra um evento. Ia Pensando, a cabeça a mil. Mil coisas pra fazer, broncas pra resolver, contudo, uma cena me chama atenção: Um pai e uma criança.
No dia-a-dia, sempre paro pra ver esses pequeninos com seus pais. Hoje, ouvi algo muito engraçado. Chovia, e quando peguei o ônibus - fechado e abafado - fiquei em pé ao lado de uma cadeira onde uma criança estava ao colo da mãe, o menino, naturalmente, e com olhar reflexivo diz: "Mãe, eu já pensei: 'Seria muito bom se os onibus tivessem ar condicionado'"....ehehehehe eu ri. Mas não é essa história que quero contar.

Entrava no supermercado e um menino que há alguns instantes segurava a mão do pai, desprendi-se dela e sai correndo pra dentro do supermercado. O pai grita: filho, não vá agora! E o "boyzinho" responde, meio que cheio de si: "Não, papai, eu consigo sozinho." (...) - Depois vi que o pai falou pra o filho não entrar, porque estava esperando o outro. ehehe...mas a reflexão já tinha vindo a minha cabeça...

Quantas e quantas vezes, não somos como esse menininho. Deus, nosso Pai, Pai daqueles que o tem como Senhor e Salvador, dos que lhes deu o direito de crer; nos segura pela mão conduzindo-nos pelo caminho certo, no ritmo certo da caminhada, com a proteção certa, e nós, ouvindo nossa natureza que quer ser independente todo momento, dizemos: "Larga, Pai. Eu consigo sozinho."

E alguém pode dizer: "Estaríamos certo se o quiséssemos fazer. Deus quer que andemos pela nossas pernas." E até poderia, digamos que Deus quisesse isso(E Ele não quer: Olha lá na Bíblia). Contudo, não poderíamos, e não podemos andar por nossas pernas. Dizer: "Eu consigo por minha força". Em nós não há nada em que nos embasemos pra fazer tal afirmação. Não há uma bussola em nós que nos mostre onde ir. Quanto aos segundos, minutos e anos que virão somos cegos. Quanto às situações presentes, não sabemos que rumo tomar ou como lutar com nosso braço.

Deus não nos chamou para vivermos fazendo o que queremos por nossa força - fraca força. Ele nos separou como povo exclusivo Seu, para obedecer-Lhe, somos escravos de Sua Justiça.
Humildemente, reconheçamos essa dependência, e não lancemos mão de segurar na Mão de Papai e não corramos sozinho para o supermercado.

Christopher Vicente 27-06-11

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