segunda-feira, 25 de julho de 2011

Saudade escolhida


Bom. Não na verdade não é bom. Talvez. É, acho que sim.
A saudade, mísera saudade, que se põe entre nós. Talvez, seja inimiga, mas, muitas vezes, se faz amiga.
Na memória cheia do celular percebe-se, e não precisa nem muito olhar, essa palavra presente: Saudade. Insistente.
Por esta razão sou o que levanta a bandeira, e encabeça a revolta de pena de morte, do assassinato dela. Tão vil, tão cruel. Tortura dois corações, tuas mentes. Distancia. Faz-se nítida e cruel inclusive ao alcance dos olhos - a pior das. Parece egocêntrica, pois gosta de aparecer nas conversas. Por essa razão voto no assassinato dela.

Mas, talvez, ela não seja tão vil assim.
Dela vem algum bom fruto.
Permite-me ansiar te encontrar, e valorizar esse encontro. Saber do valor que é ter-te ao lado. Sentir teu cheiro, ver tua rosto de menina linda boba sorridente, roubar disfarçados abraços, carinhos introvertidos, sentimento discreto e por muitos imperceptível.
Ela molda muita coisa em nós. Ensina-nos a ouvir mais, a se interessar mais. Aproxima mais.

Essa foi uma escolha que não abro mão.
Se é pra conviver com ela, irei firmemente sem olhar pra trás; farei uma trégua. Não gostaria, mas se é pro nosso bem, farei.
Farei dela amiga, parceira de confissões. Na verdade, será ouvinte, pois quem segurará o coração pela aflição por ela causada é o Senhor de nossos corações.
Se é pra lutar e perseverar, sonhar com os pés no chão, com o amanhã que só Papai sabe como virá não largarei dela.

E já se mostra assim, amiga. Pois enquanto ela vive entre nós, usufruirei dela. Sempre virá acompanhada de substantivo, ou oração coordenada que exprime o que lateja em mim...com uma exclamação ao fim!

Linda, beijo. Te gosto, quero muito te amar. Saudade!

Christopher Vicente 19(26)-07-11

Paisagem a passar


A paisagem passa através do acrílico mais areia com cal aquecido translúcido. E poderia eu influenciar em algo? Poderia eu mudar o caminho e destino já traçados pelo motorista?
O que me cabe, só me cabe, é reclinar as costas e admirar a paisagem, seja qual for, pois foi a que o motorista quis. Ela é a mais bela que poderia existir.
E como diz uma poetisa amiga minha:
"Meus pés caminham sobre o caminho traçado, e quem sou eu pra desfazê-lo, quero estar nele, somente nele... Eu quero ser uma canção mutável, que a melodia seja inesgotável e que todo dia um verso ruim seja apagado: EU!"

Trecho tirado da música: Poeta de Vanessa Laríssa.

Christopher Vicente 25-07-11

domingo, 24 de julho de 2011

Velha Saudade

Existe uma velha saudade que se faz nova todo dia.
Existe um anseio que se põe a ansiar e dar esperança todo dia.
Existe uma promessa que ratifica essa esperança,
torna a espera possível,
O desejável suprido,
A saudade condenada.

Existe o Selo...
A prova do que virá.
Existe o Primeiro,
Primogênito na Ressurreição que ocorrerá,
que é testemunha do Milagre
Que me permite sonhar

Existe o Madeiro,
que é prova de um amor eterno.
Consumação de uma eleição
Expiação de um condenado,
Justificação do que parecia injustificável,
Chamada e persistência
De um inimigo contrariamente obstinado.

Dia após dia,
tem de se conviver com saudades.
Essa com possibilidade de termino
Dia após dia.

Quando? Não sei.
Hora ela lateja como quem quer incendiar,
Hora vacilo e faço silenciar...
Mais continua sendo a velha saudade
Que não me traz a possibilidade,
Mas a certeza e credibilidade,
De que um dia ela pra sempre será silenciada,
E nem mais será chamada de velha,
Pois na eternidade é como se nem existido tivera.

Christopher Vicente 25-07-11