terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cala boca

Menininho,

As razões cardiais
mordem a mordaça
Quase impossível calá-las

Misturam-se:
Razões temporais
Razões racionais
Razões espaciais
Razões musicais
Razões de convicção
E ousadamente,
não de desobediência,
mas de obstinação

E esses gritos?
De onde vem?

Ora,
és tu se manisfestando
ou ecos
do que ainda não foi percebido
Que o tempo que foi transcorrido
No esquecimento lembrado
de um dia no lado
no outro distanciado

Vai...
"É, é difícil..."
Mas faz!
Não, não é fácil...
Não faz! Sim, Faz!
Mas, deixa o frágil...
fraco rapaz

(expira... forte suspira)
Ai, ai....
Será que uma hora cansa?
E agora, quem fala?
É o poeta,
Ou o menininho,
a dita criança?

Cansar? Parar, deve...
doer... ahah, sim...
com toda certeza,
da incerteza,
da certeza que passará...
quer hoje, amanhã...
Talvez passará...

Mas o hoje acabou
e não parou...
O amanhã fica para trás
Muda o rapaz,
Mas com a mesma moradora
numa casa diferente...

CALA A BOCA, POETA...
deixa de falar besteira
fica na Tua...
Seja maduro,
suficientemente,
pelo menos agora,
no que não foste aparentemente ...
E fazes o que tens de fazer.

E o que devo fazer?

Perguntas a MIM?
Te vira...
Foi inventar...
agora "desinveta"..
Acreditar...
Agora... desacredita.

Christopher Vicente  08-11-11



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