quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Bom Rapaz!

Chegaram para um rapaz que fazia, às vezes, mais do que ele deveria. Tentava viver de acordo com que a  Bíblia mandava viver. Era um "bom" religioso, um "bom" cidadão, um "bom" filho, um "bom" marido, um "bom" profissional, um "bom" cristão...

Então, chegaram para ele e disseram: "Cara, você é um bom homem"!
O rapaz respondeu com um sorriso no rosto: "Engraçado"! A pessoa pergunta: "O que"? Ele responde: "A Bíblia diz outra coisa"!
A pessoa insiste: "Não, meu irmão, certamente, Deus te abençoará"!
O rapaz responde com um sorrio no rosto: "Engraçado"! A pessoa pergunta: "O que"? Ele responde: "A Bíblia não diz certamente, a bíblia diz que pela Graça. Pela Graça é diferente do seu 'certamente'. Se é pela Graça, então não é certamente"!

Christopher Vicente, 20 de setembro de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O monstro que ainda viver em mim


            O rapaz caminhava, caminhava sem entender: “Como posso, como posso ainda agir assim”? Estava na cara que se fazia essa pergunta por, de fato, não se conhecer. E como viria esse conhecimento? Como ele saberia quem realmente era para poder entender o porquê de agir assim e como poderia se livra disso Logo, logo ele saberia. Ou melhor, lembrado seria.
            Num desses dias normais, que ninguém espera que nada de anormal venha acontecer – se é que se pode chamar de anormal o que aconteceu, quando entende-se que isso era para ser a norma nos aconteceres da vida –, o rapaz estava em casa. Sabia que tinha que ler O Livro. Sabia que a vida se aperfeiçoaria, seu relacionamento com o Autor do Livro de fortaleceria quando por meio da leitura do Livro ele se dedicasse. Mas, não, agindo conforme age o monstro que nele vive ele fugia, mesmo sabendo, mesmo querendo, seu queria se “desqueria” e ele fugia.
            Dor? Sim. Por quê? Porque não estava fazendo aquilo que tivera sido feito para fazer. Por quê? Porque estava a cada dia vendo o quão vil ele poderia ser. Não bastava fazer, não bastava dizer, não bastava simplesmente saber, ele estava percebendo que tinha de ser, tinha de saber e transformar isso em viver, tinha de si humilhar.
            Ah, mas ele tentou. E como tentou. Por seu braço, por sua perna, corria, e dois metros depois, tropeçava, caia. Choro, muito choro; dor, muita dor. Risada? Era algo que era muito comum na sua vida antes desse encontro mais forte com o monstro (na verdade, não só com o monstro, pois o monstro não apareceria se o rapaz não se encontrasse com uma Pessoa antes). Agora, não mais. O que era ânimo tornou-se desânimo. O que era chamado tornou-se motivo para fuga. O que era alegria tornou-se tristeza. O que era vontade de se levantar e correr tornou-se vontade de daquele jeito permanecer. O que era esperança tornou-se desesperança, não no seu Magnífico Objeto de Esperança, mas a esperança em si mesmo.
Pronto, é ai. É ai que as coisas começam a mudar.
Você pode perguntar, como alguém que está vendo está história um tanto que confusa, ou parecida com a sua, um tanto que clara, mas escondida em metáforas: com quem é que esse rapaz se encontrou? Se ele não conseguia por si mesmo, quem é que o levou? Se não é por se mesmo, quem é que o mantém?
O rapaz se encontrou com o Autor do Livro por meio do Livro. Como assim?! Quando ele já não esperava mais por si mesmo o Autor chamou. Como fora esse chamado? Imagina alguém que está com muita sede (sede, sede mesmo, como quem passou 40 dias num deserto) e não consegue nem se levantar para beber, ai alguém chega lá e lhe dar água. Pronto. Foi assim, Ele, o Autor, transformou o deserto num jardim, a sede numa sede ainda maior de beber daquela água que tivera sido deixada de lado. Que água? O Livro.
Quando o rapaz abre o livro o que ele vê? Um espelho, e logo se assusta. Porquê?! Viu o monstro, viu que não era bom o quanto pensava e por mais que soubesse pelo próprio Livro que ninguém era bom, nem mesmo Ele, o seu susto, desespero e tristeza foi prova de que faltava muito para entender realmente o que isso significava. Contudo, percebamos o seguinte: não foi qualquer espelho, não era um espelho que refletia simplesmente sua imagem, mas sim a imagem do Autor, a Perfeição. Ela mostrava o que ele não era e o que deveria ser. Ao olhar para o espelho ele percebeu que faltava muito, muito – e eu poderia passar uma eternidade dizendo muito, para esse muito que me refiro – para ser como a imagem do Autor.
Ai, cada vez mais ele entrava em desespero. O desespero e a morbidez que ele já tinha e estava já vinha disso. Era como se a sua própria imagem, o monstro que habitava nele, fosse o plano de fundo onde brilhava as estrelas da perfeição do Autor.
Ah, mas como é Belo e Rico em dar favores imerecidos por amor esse Autor do Livro. Mostrou-lhe o quão miserável era o rapaz, mas não o deixou ali, lembrou-lhe dos favores imerecidos, lembrou-lhe de Suas promessas àqueles que como o rapaz, já tinham sido alvos da promessa do cruzado lenho. Lembrou-lhe que há remissão, há perdão, há possibilidade de mudança (a partir do arrependimento), contudo, não pela própria força, mas pela força do Autor. O Autor que “escreveu” o livro, que é o personagem central dele, que é o que consumou a promessa no cruzado lenho, que é o Derramador de favores imerecidos, que socorre àqueles que já perderam as esperanças em si mesmo, pois enquanto a esperança estiver em si mesmo, não há esperança, mas no momento que a esperança passa a ser nAquele que de fato trás a esperança, então, a maior das esperanças será, e essa acabará, no Dia. Por quê, ela acabará?
O rapaz foi lembrado. O rapaz saiu do escuro que estava e foi levado – veja bem, não foi por ele mesmo, ele foi levado – para a Luz. O rapaz percebeu que o monstro que nele vive, AINDA vive, não por muito tempo, mas logo “desviverá”, ou melhor, para sempre morrerá, apesar do velho homem ter morrido, a natureza dele, ou melhor, o monstro, ainda está lá.
Sabe por que a esperança acabará, como abará todas as outras coisas? Pois, no Dia, o que se era esperado, se verá, e não mais se esperará, mas sim, se desfrutará e gozará, muito se alegrará, na presença do Esperado. E o que é eterno será; dentre as coisas de “eternitude”, lá está, o amor. O amor que resgatou o rapaz, o amor que novamente trouxe luz a ele, o amor que o faz caminhar e seguir e fazer do que deveria ser, realmente ser; que o faz caminhar e se cair, levantar. Ele concluiu, na verdade o Livro lhe mostrou, que foi feito para ser como o Autor.
Christopher Vicente,
23 de agosto de 2012.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Eu, Adão. Eu, Christopher. Ele, Deus.

E lá estava, depois de ser testemunha de Grande feito feito por Ele... depois de ter recebido o chamado, a ordem, a função, o meu fim principal. Quando eu gozava de uma comunhão tão, mais tão íntima com Aquele que é a Luz.

E ela veio, a tentação... ela veio. Cada um é tentado pelo seu próprio mal desejo. Ele vem como se não fosse mal, como se não fosse me fazer o maior mal de minha vida. Ele não me permite ser tentado mais do que eu possa suportar.. Ele providenciou o escape. Era só eu dizer para a tentação: Não! Mas, eu fui. Um desejo vil. Como pode eu desejar isto (ser como Deus)? E depois, por este desejo eu fui seduzido e arrastado. E, ai, depois de consumado, depois de fazer o que claramente Ele me havia alertado a não fazer, gerei eu o pecado... e veio, veio a consumação daquelas amorosas e instrutivas palavras: "... você morrerá"; e a morte veio.

Não... não morri "de cair duro", mas logo senti. Senti meu distanciamento dEle, senti que já não O senti como antes... Essa foi a pior morte. Meus olhos abriram-se, eu percebi a besteira que fiz. Na verdade, já estava ciente do que faria, mas não atentei a ordem, desconsiderei a consciência. A morte, eu já podia sentir. Corri como quem quer se esconder. Corri de vergonha. Como pode? Não fui feito para isso! Mas, sim, eu fiz isso. Sim, eu o entristeci... e quando Ele veio até mim - Sim, Ele veio... pois eu não queria nem poderia ir, a vergonha e angústia me consumiram, o medo me invadiu, eu sabia o que tivera feito... Ele também sabia - eu corri (Onde você está?! perguntou ele). Me escondi. Me esquivei. Quebrei a comunhão... sai da Luz..

De certa forma, não entendi, minha, agora, caída mente. Eu que errei, eu que o ofendi, eu que o desobedeci.. e Ele é quem vem?! Eu é quem deveria ir... me humilhar e chorar. Mas, não posso. Estou morto. E, nesse gesto pude perceber: Amor. Isso é amor.

"O que fizeste"? Ó, pergunta dolorosa! Sim, Senhor, fiz?! Fizeste o que te disse para não fazer?! Sim, Senhor, eu fiz. 
E procurei todo tipo de coisa para justificar... coloquei a culpa em tudo que eu poderia colocar... Mas, fui eu. Foi o meu desejo... foi a minha desobediência.

Eu pensei Ele nunca mais me perdoaria - prova de que eu de fato não O conhecia. Mas, Ele perdoou. Ele é Misericordioso. Confessei (...eu comi). Contudo, a consequência não se poderia evitar. Ele é Justo, Ele é Santo... Provoquei a Sua ira. Tornei-me Seu inimigo; adquiri a mais eterna dívida. Mas, fui perdoado, minha vergonha foi temporariamente coberta. E agora, os meus filhos são minha imagem e semelhança. Trouxe-lhes a morte.

Louvado seja Deus que o Cordeiro prometeu. Apesar de mim... Ele veio para por o fim e aplacar a Ira. A Suprema Ira. Prova do Supremo Amor. O perdão que recebi, só o recebi por causa do Cordeiro. O que eu nunca poderia fazer, Ele fez por mim... e fez porque Ele mesmo decidiu fazer antes mesmo deu nascer. Trouxe-me a Luz.

Ó, Senhor. Perdoa-me por ser fraco, por me deixar levar pelo pecado, por desprezar a Tua santidade. Eu que fui feito para ti, deixo-me enganar pelas coisas efêmeras e inúteis, e caio numa cegueira que só o Senhor pode tirar. Ó, que divina paciência. Ó, que divino amor... vez após vez, eu te deixo pra trás mesmo sentido dor, e a disciplina do amor me trás de volta. 

Age em mim. Graça sobre Graça. Para que eu possa refletir... Graça sobre Graça... a Tua glória em mim.. Graça sobre Graça... para que eu possa ser... Graça sobre Graça.. o que eu fui feito para ser. 

E, eu sei que chegará a hora em que a Terra e o pecado passará e a Tua cidade descerá... não mais precisarei de Lua e Sol, pois a Tua presença Ilumina. Que até lá eu não possa parar, pois é o Senhor que me faz perseverá. 

Christopher Vicente
15 de agosto de 2012.




segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como você está, José?? Maria está mal!

Meu tempo anda muito escasso, de forma que não tenho disponibilidade para escrever sobre as ideias e temas que vem a mente, como fazia antigamente, e amava fazer. Mas, arrumei aqui 10min para escrever algo muito legal que vi nessa semana sobre relacionamento.

Estava eu indo para casa de minha linda e maravilhosa namorada, onde jantaríamos, e ajudaria ela na leitura de um texto - um tanto difícil. No caminho, feito a pé, encontro um colega de curso do francês. Ele é 'casado' com uma menina que também faz o curso. Naquele trecho da calçada, próximo a uma parada, estava escuro, mas, com esforço, identifique-o - quando ele vinha em minha direção entre as pessoas. Percebi que, como eu, ele estava com pressa, mas, por não tê-lo visto naquela semana no curso, perguntei-lhe (usarei pseudônimos para preservá-los): E ai, José, beleza? Como tu tá?

A resposta dele foi rápida e imediata, a resposta dele foi o que, quase instantaneamente, fez-me meditar:
"Christopher, não. Não estou bem". Ele já atravessando a rua e eu seguindo o meu caminho pergunto: "Por que, Brother"? Ele responde: "Porque Maria está doente". Na hora, pensei ser a sua filhinha, então respondi: "Ah, a sua filhinha"? Ele: "Não, não... Ana. É que o nome dela: Ana Maria. Por isso não estou bem"  - Eu pensava que fosse só Maria.

Bom, o que foi que me chamou a atenção nesse diálogo, que logo ao chegar na casa de minha namorada compartilhei com ela: perguntei-o se ELE estava bem. Perguntei sobre ELE, não sobre ELA. Contudo, para ele o estar bem está intrinsecamente ligado ao bem de sua amada. Ou seja, Estou bem quando ELA está bem. Estou triste quanto ELA está mal. Ele poderia estar bem, no que diz respeito à saúde, à vida acadêmica, ao trabalho, enfim.. a qualquer coisa, mas tudo isso não lhe traria bem estar se sua amada não estivesse igualmente bem.

Isso é um dos princípios de relacionamento. Fazê-la feliz, me faz feliz; vê-la feliz, dar-me alegria; vê-la mal, triste, em sufoco, deixa-me profundamente triste, em mal estar. Para um casal, mais precisamente, um casado (e namorados), entendo que (apesar de não ser casado, mas ter namorada): minha alegria está em função da alegria dela, assim como a dela está na minha.

Christopher Vicente

terça-feira, 22 de maio de 2012

Se todos os dias...

Se todos os dias
Me assediar o meu pecado,
e a natureza morta,
grita, agita-se...
Se todos os dias
minha carne levantar armas
para batalhar com meu espírito
Se todos os dias,
o Leão me arrodear
Buscando formas de me devorar
Se todos os dias,
minha perversa mente
me levar a pecar,
Se todos os dias,
o orgulho desse coração
vier a me humilhar...
Se todos os dias
esse Eu vier a tropeçar

Todos os dias, então,
meus joelhos vou dobrar
Confiadamente do trono da Graça
vou me aproximar
Vou clamar e gritar por socorro
Vou clamar e gritar
ao Único que é capaz de
nAquele Dia, levar-me diante dEle
sem mácula e sem pecado..
Vou clamar àqueles que
Em tudo foi tentado
e tendo suportado
as mais profundas tentações.
Não pecou...

Todos os dias,
Senhor...
Chorarei, clamando
pelo o Dia da Glória...
O dia da Vitória final...
Quando esse pecado cabal
Não mais destruir a alegria desse coração
Não mais atormentar a vida que existe em mim

Quando a Tua Glória
Resplandecerá e
a única coisa que me restará
Será te adorar e nunca mais sofrer e chorar.

Christopher Vicente
 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Como, Senhor?

Como, Senhor?
Eu quero sempre aceitar o Teu perdão
Mas, nunca desconsiderar
A Tua justiça.
Como, Senhor?

Para tal peço...
Enche do Temor.
Para que contra Ti eu não peque...
Enche do Teu Temor...
Para que eu entenda e transborde
Desse teu imenso amor.

Quem pode discernir os próprios erros?
Absorve-me, pela Tua misericórdia,
O que desconheço...
Perdoa-me dos que conheço.

Christopher Vicente

domingo, 13 de maio de 2012

Mães

Mães!
Quem ver de longe pensa que elas têm superpoderes
Como pode um ser humano normal
Cuidar de mil e uma coisas e amar
Entenda-se essas mil e uma coisas como:
esposo, filhos, trabalha, a louça, a roupa, a escola dos mininu... e por ai vai.

Mas ela não tem superpoderes
e mulé comum.
O seu maior poder é o amor...

Tudo bem que às vezes é chata:
Meninu, sai do computador....
Mininu, põe o lixo pra fora...
Mininu, vai estudar...
Pra muito filho preguiçoso, nessas horas mãe é o pesadelo

Mas, no fundo no fundo..
em meio a bufas e murmurações
todos eles sabem:
Ela faz isso pra me fazer gente...

O que mais eu poderia dizer...
talvez aqueles jargões:
MÃE, ESSE É O SEU DIA.
E os outros dia... a bichinha fica escanteada?
Parece-me que é só nesse dia, uma vez por ano,
que nós, filhos, lembramos de dar um xero no cangote -
quem tem a mãe perto OU ainda viva -
e dizer: VEIA, TE AMO! E dar um sorrizão.

Triste é olhar pra trás e não ver mais a mãe
incentivando: Vai, meu filho.. mamãe tá aqui lhe apoiando
Isso porque a mãe já se foi... pra nunca mais.
Mas, estes batem no peito,
pois mesmo as mães
com seus jeitos, defeitos, trejeitos...
Mesmo sendo elas tão falíveis e pecadoras
Elas amam. Elas cuidam
E mesmo que ao olhar pra trás,
pela vontade de Deus,
não a vejamos
Podemos olhar para dentro e saber
Que esse ser
chamado mãe
fez o tinha de fazer
Criar, amar, cuidar...
fazer de simples bebês... gente...
fazer de mininus e mininas
homens e mulheres

Quer ela esteja longe,
do lado,
ou nessa vida nem mais se encontre
Que possamos valorizar
Essa mulher que tem como nome Mãe...
Mais que uma função... isso é um mérito.

Parabéns... mulher mãe
Que Deus lhes abençoe!


sábado, 12 de maio de 2012

O perdão dos Pecados

Como após uma tempestade
Abrir a janela e sentir o refrigério
O termino de um tormento
Assim é com o perdão de pecados

Como num dia escaldante
De vento quente e torturante
Beber copo d'água
mergulhar numa piscina refrescante
Assim é com o perdão de pecados

Como olhar para ferida
Agora, cicatrizada,
não mais sentir dor
Assim é com o perdão de pecados.

Como um alegria que transborda
E ninguém pode reter
Assim é quando um pecador é perdoado
Por Deus, de seus muitos pecados.

Se eu fosse escrever
tudo o que o Senhor fizeste por mim
Os muitos pecados perdoados,
As mãos, por vezes, estendidas
daria uma coleção de Livros
Cujo título seria:

Quando Deus salva e perdoa um miserável pecador.

Christopher Vicente

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O pecar e o perdão

Quando o monstro tenta sair
Dominar-me ou resistir...
Lembro-lhe que dele já não sou escravo
Que pelo único precioso sangue fui comprado
E que, graças à Graça que me deu liberdade
Posso dizer ao causador da morte: NÃO
E me agarrar à Tua salvação...

Perdoa-me, Senhor...
Quando esqueço dessa liberdade
e deliberadamente,
esqueço-me dessa verdade
esse esquecimento gera dor...
Mas logo me lembro
do Teu perdão e amor...
Do arrependimento
Mudança de direção
Da confissão
e do Louvor...

Christopher Vicente

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sofro de Lonjura

Ela sentia fortes dores no peito e na cabeça, seus braços pesavam por não ter os abraços, seus ouvidos doíam por não ouvirem a voz, sua pele coçava por não ter o toque, aquele toque daquele rapaz. Então, foi a um médico.

Ela chega no consultório do médico e na sala de espera encontra alguém e começa a conversar:
"O que você vai dizer ao médico"? - pergunta o rapaz.
Ela diz: "Vou dizer, Dr. sofro de lonjura"!

E ali viram algo de comum. Algo que os ligava... começa a conversa.

O rapaz pula da cadeira e diz:
"Ahahahahahaha... tô na mesma doença"!
A menina responde com uma certa certeza:
"Preciso do MEU remédio com uma certa urgência..."
O rapaz responde com a mesma certeza de qual era o seu remédio:
"Eu também! Mas, onde se compra?
"O meu só tem em Carpinópolis..." - responde a menina com esperança.
"Nossa, é longe". - Responde o rapaz...
"Se tu vier [comigo] terei o meu remédio..."
Ela responde: "Ah, mas para resolver esse diagnóstico ai, todo esforço é válido, meu véi... vou até Carpina, a Lua, ou a Londrina".
"É verdade" - responde ele.

Nesse momento a secretária do Dr. chama: "Tayza, sua consulta é agora. Pode entrar. O doutor lhe aguarda".
Ela responde: "Não, não... obrigada, o meu remédio eu já tenho..., acabei de comprovar... Logo, logo esse sofrimento acabará". 
A secretária chama, então, o rapaz... ele que ouvia tudo testifica: "De fato, minha veinha! Que chegue logo! Obrigado, moça - diz ele a secretária -, sei também, certamente, qual é o meu"!


Esse texto fiz em homenagem ao meu amigo casal Tayza e Jotinha. Extraído de uma conversa deles por face. 
Meus irmão, que Deus os fortaleçam nessa caminhada e nesse amor, caminhando sempre para a maturidade bíblica de relacionamento... e que a distância e as dores causada por este dolorosa, mas forjadora, saudade não lhes atrapalhem. ;)

Um forte abraço. Como lhes falei: Essa conversa tava um bom texto (crônica). ;) 
Saudade.

Christopher Vicente

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fizeste-me para Ti

Fizeste-me para Ti...
E só em ti serei
O que sempre fui feito para ser:

Imagem do Deus Invisível

Relacionamento é o que queres
E eu, infantil... espero Tua mão
Não por um abraço
Mas, com um colorido balão.

Favos de Mel puro
Conversas Sinceras
Graça e Misericórdia
Isso é o queres... é o que preciso
Para eu ser o que eu deveria ser...
E ser salvo de mim

Christopher Vicente 05 de Março de 2012


Além do que se vê

Estando nu,
não percebo...
despido, vestido me vejo...
sujo, sinto bom cheiro...

Abriu meus sentidos
Mudou tudo isso...
faze-me saber
o que é realmente viver
Para além do que se vê.
O que é viver
Para agradar
Aquele que é, foi e Sempre será.

Christopher Vicente

Plano de Fundo

Perdoa.
Pois às vezes quero ser gente grande
e esqueço que para Ti gigante
É ser criança

Perdoa
Pois às vezes esqueço
Que o eterno é eterno
E inverto... faço do terno
Meu plano de fundo
Faço do efêmero
Um trunfo.

Perdoa, Deus.
Senhor meu.

Christopher Vicente

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Presente ao Menininho

Lembro-me como se fosse hoje: "Papai, se Tu quiseres me manda um presente lindo... daquele jeito: além do que penso e imagino..."
Depois de um tempo... um bom tempinho...
O Pai: "Tá ai, filho... Toma teu presente. Linda, como você pediu. Foi Além?"
"Noooossa, Pai.. *-*... foi sim.. :) Brigadão... Parece que foi feita para mim!!" - Responde o filho grato, feliz e animado.
Responde o Pai: "Esperem pra ver mais.. ;) plenamente, um dia saberás.. o quão além é, preordenado foi, e assim será... se assim for!"

O nome do Presente? Humm...
Só vendo pra saber: Linda. Chamada também de: Ridyuane Narinha.

Christopher Vicente

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Flor

Flor bela, Linda.
Companheira amiga.
Do meu jardim
A mais querida

Cativou-me no tempo certo
E a cada desabrochar
Mostra-me a Sua beleza...
Mostra-me o porquê
de me ter cativo e
de assim permanecer volitivo

Junto de ti, Flor...
posso ser quem sou.
Posso mostrar minha fraquezas,
Ver reconhecidas as minhas poucas belezas.
Posso rir, chorar, com carinhos, te regar.
Com ouvidos cuidar.

Pergunto:
Teria eu tal merecimento?
Haveria em mim
probabilidade para tal contentamento?

Não.

Mas, o Belo Jardineiro
Deu-me você
para cuidar e amar
Para ser amado e te proteger
Isso é Graça.

Quando olhas para mim,
Bela Flor...
Sinto-me feliz...
Pois sei que teus belos olhos
Docemente me dizem:
Amo-te, meu Cravo.


Christopher Vicente

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Jardineiro

Amanhece o dia, vem o Jardineiro até o Ramo na Videira, Naquela Videira que fica no centro do Jardim para onde tudo converge; a Videira por meio da qual o Jardineiro fez todo o restante do Jardim; para quem o Jardineiro fez todas as coisas.

Só que o Jardineiro não vem de mãos fazias. O Ramo diz: "Jardineiro, que feliz é por vê-lO". O Jardineiro responde: "Minha alegria é maior em te ver, ramo, pois amo-Te. Olha o quanto você cresceu!"

O que tinha nas mãos do Jardineiros? Um tesoura, daquelas de poda. E sem necessariamente falar algo com o Ramo ele corta parte dele. O Ramo grita: "Ai, Belo Jardineiro, isso dói. Pára! Acaso me perguntas-te se eu queria, se eu gostaria que fizesse isso? Não entendo, para que fazes isso?"

Sem necessariamente falar algo, o Jardineiro corta mais um pedacinho. O Ramo começava a entristecer-se, pensava ele que aquela ação do Jardineiro era por não amá-lo mais, por querer tirá-lo da Videira. Ceiva escorria dele. O Jardineiro, calado ainda, colocava adubo na Videira. O Ramo continuava choroso.

"Por que choras, Ramo que amo? O que te entristece, Ramo"? - Pergunta o Jardineiro amorosamente.
"Belo Jardineiro, o Senhor cortou-me duas vezes. Pensei que não me amasse mais como dissera. Pensei que não estivesse ligando para a dor que isso estava me causando" - Responde o Ramo, ainda choroso.

O Jardineiro afaga as folhas verdes do Ramo e diz: "Não, Ramo. Nunca pensei isso. Sempre te amei e sempre te amarei... Nada, nunca te separará do meu amor. Nada, nunca te arrancará dessa Videira que te enxertei. A minha ação não é materialização de indiferença minha, ao contrário; é justamente o contrário. Te podei, não corte, por te amar".

"Mas, por que, Jardineiro? Eu tava muito belo, muito frutífero"! - Retruca o Ramo.
"Não sejas belo e sábio aos teus próprios olhos. Eu o fiz, pois você precisava. Te podei para que pudesse dar mais frutos. Alegro-me com os frutos que você dá. Você só o dá pela Videira. Alegro-me com isso. A poda é para que dês mais" - Responde o Jardineiro.
"E quanto a essa dor que me causou. Se é para o Bem, se é prova de Teu amor essa poda, por que tem de haver dor? Por que não me falaste quando perguntei o motivo" - Insistia em questionar o Ramo.

"Quem te disse que o Jardineiro tem a obrigação de dizer aos Ramo o que vai fazer dele? Acaso, preciso eu do teu conselho e sabedoria? Minha vontade depende da sua vontade?... Há certas coisas, Ramo, na tua vida que ocorrerão e no momento que ocorrerem não saberás o porquê... posteriormente, quem sabe!!?

E quanto a dor, ela, às vezes, faz parte de meu trabalhar... Ela gera Perseverança, e esta tem de ter ação completa para que você, Ramo, seja Maduro e íntegro no ponto certo, sem faltar nada... Ai sim, darás muitos frutos.
O sofrimento e dor de hoje, não se compara com a gloria da Videira que compartilharás amanhã".

O Ramo, constrangido pelo Amor do Jardineiro; amor que ele questionou por não conhecê-lo o suficiente; diz com um sorriso no rosto: "Estão, Jardineiro, custe o que custar, poda-me como quiseres para que eu possa ser mais parecido com a Videira, para que eu possa dar mais frutos".

A conversa com o Jardineiro, não o mudou - como o Ramo pensava que pudesse convencê-lo de não mais fazer aquilo -, mas mudou o próprio Ramo. Conformo-o a Vontade Soberana do Jardineiro.

Christopher Vicente 03-02-12


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Verdade esteve aqui... e deixou marcas

A Verdade esteve aqui
E deixou marcas em Mim
Trouxe um rebuliços
Que desestabilizou tudo isso
Tudo isso que eu julgava ser eu
Tudo isso que eu julgava ser Deus

A Verdade esteve aqui
E mudou tudo em mim
Me fez casa, lugar de Deus
Ela habita em mim
Deixou marcas eternas

Transforma, a verdade,
a cada dia, a maldade,
Que existe aqui
Agora, você, é quem habita em mim
Traz-me, oh Verdade,
A alegria de ser liberto por Ti

A Verdade é uma Pessoa
Que Vive e Reina para Sempre
e todos quanto a conhecem
e todos quanto Por ela foram libertos
digam:
AMÉM!!















Christopher Vicente

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vendo apesar de ainda cego


Não quero só ver com os olhos da cara
Quero ir além, ver as coisas mais raras
Ver com os Teus olhos.
Se sou pobre, cego e nu...
Peço que eu possa ver como Tu...
Que meus óculos sejam Tuas Escrituras
Abre os meus olhos para entender as maravilhas de Tua Lei.

Christopher Vicente 12-01-12
Feita na Ressonância IPL 2012

Ressonância


Ainda que outro não perceba
Ainda que eu, inutilmente,
Tente e veja

Eu bem sei
Que bem sabes bem
O que dentro de mim há

Eu bem sei
Que bem sabes bem
Que vês além
Do que eu queria mostrar

Eu bem sei
Que sabes bem
Que apesar de livre do mal
EU mesmo não posso arrancar

Sonda o meu coração
Dele examina sua intenção
Dessa mente a meditação
Dessas ações
A motivação

Com o teu amor
Com o teu fogo
Vem e queima tudo que é podre

Silêncio reflexivo 10 de jan

Não permistas, Oh Pai,
Que sozinho eu sofra
Ao conhecer as entranhar
Ao ver o interno dessa mente

Mas vem com Tua graça me consolar
Leva-me a saber quem sou
Diante de Tua perfeição
Traz-me crises, se necessário,
Deserto, se desejado,
Mas molda-me,
Transforma-me

Para que minha vida em Ti
Para que somente em ti
Eu possa ser feliz.

Medo tenho de mim
Ao ver quem é Christopher
E sua maldade
Confiança tenho em Ti
Ao saber quem é Deus
E da Sua Graça
Maior que meu mal
Maior que meu pecado.

Amo-te, Papai.

 Christopher Vicente
Poesia feita na Ressonância 10 de janeiro IPL 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Então, Vem comigo

Se matar a saudade
Na constituição de meu país
é um crime absorvível
muito mais que compreensível...

Então, vem..
Vem para nos teus braços
Eu possa matar afogado
O folgado espaço
da saudade salgada

Vem comigo fazer quadrilha
Ser cúmplice
andar "már de mil milia"
e exterminar essa inimiga
de nossos corações
que vive a lhes torturar

Vem comigo
quando as armas longe estiver
Quando eu, ou você não vier
Fazer dela amiga
a nos lembrar
do doce compromisso
da séria aliança
que nos dá esperança
de um dia ela,
por muito tempo,
até a próxima distância,
exterminar...

Christopher Vicente 04-01-12

Inusitado

Inusitado me apareceu
Não muito planejado
Me cativou...
Arrebatou a descoberta
A cada descobrir-se
Inusitado
Me fez ver verdades
Inusitadas
Até então, só em ideias
E nada ainda experimentada
Inusitado és, Bela Amor.
Que inusitadamente me alegrou.
Inusitadamente alegra-me a cada dia
A cada dia mostra Deus
Um motivo, uma alegria,
para te amar
Volitivamente.
Inusitadamente.
Inusitado amor.

Christopher Vicente 04-01-12

domingo, 1 de janeiro de 2012

Preciso mudar - Oração

Papai, preciso conTigo falar
Vou ali, antes, almoçar
Mas, preciso o quanto antes mudar...

Pois a minha oração
Não muda circunstâncias,
Nem o meu Deus
Muda unicamente EU!

Esse Poder não é meu, quem ora,
nem da oração fervorosa
Mas a quem se ora
O Soberano Deus.

Christopher Vicente 01-01-12