quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Presente ao Menininho

Lembro-me como se fosse hoje: "Papai, se Tu quiseres me manda um presente lindo... daquele jeito: além do que penso e imagino..."
Depois de um tempo... um bom tempinho...
O Pai: "Tá ai, filho... Toma teu presente. Linda, como você pediu. Foi Além?"
"Noooossa, Pai.. *-*... foi sim.. :) Brigadão... Parece que foi feita para mim!!" - Responde o filho grato, feliz e animado.
Responde o Pai: "Esperem pra ver mais.. ;) plenamente, um dia saberás.. o quão além é, preordenado foi, e assim será... se assim for!"

O nome do Presente? Humm...
Só vendo pra saber: Linda. Chamada também de: Ridyuane Narinha.

Christopher Vicente

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Flor

Flor bela, Linda.
Companheira amiga.
Do meu jardim
A mais querida

Cativou-me no tempo certo
E a cada desabrochar
Mostra-me a Sua beleza...
Mostra-me o porquê
de me ter cativo e
de assim permanecer volitivo

Junto de ti, Flor...
posso ser quem sou.
Posso mostrar minha fraquezas,
Ver reconhecidas as minhas poucas belezas.
Posso rir, chorar, com carinhos, te regar.
Com ouvidos cuidar.

Pergunto:
Teria eu tal merecimento?
Haveria em mim
probabilidade para tal contentamento?

Não.

Mas, o Belo Jardineiro
Deu-me você
para cuidar e amar
Para ser amado e te proteger
Isso é Graça.

Quando olhas para mim,
Bela Flor...
Sinto-me feliz...
Pois sei que teus belos olhos
Docemente me dizem:
Amo-te, meu Cravo.


Christopher Vicente

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Jardineiro

Amanhece o dia, vem o Jardineiro até o Ramo na Videira, Naquela Videira que fica no centro do Jardim para onde tudo converge; a Videira por meio da qual o Jardineiro fez todo o restante do Jardim; para quem o Jardineiro fez todas as coisas.

Só que o Jardineiro não vem de mãos fazias. O Ramo diz: "Jardineiro, que feliz é por vê-lO". O Jardineiro responde: "Minha alegria é maior em te ver, ramo, pois amo-Te. Olha o quanto você cresceu!"

O que tinha nas mãos do Jardineiros? Um tesoura, daquelas de poda. E sem necessariamente falar algo com o Ramo ele corta parte dele. O Ramo grita: "Ai, Belo Jardineiro, isso dói. Pára! Acaso me perguntas-te se eu queria, se eu gostaria que fizesse isso? Não entendo, para que fazes isso?"

Sem necessariamente falar algo, o Jardineiro corta mais um pedacinho. O Ramo começava a entristecer-se, pensava ele que aquela ação do Jardineiro era por não amá-lo mais, por querer tirá-lo da Videira. Ceiva escorria dele. O Jardineiro, calado ainda, colocava adubo na Videira. O Ramo continuava choroso.

"Por que choras, Ramo que amo? O que te entristece, Ramo"? - Pergunta o Jardineiro amorosamente.
"Belo Jardineiro, o Senhor cortou-me duas vezes. Pensei que não me amasse mais como dissera. Pensei que não estivesse ligando para a dor que isso estava me causando" - Responde o Ramo, ainda choroso.

O Jardineiro afaga as folhas verdes do Ramo e diz: "Não, Ramo. Nunca pensei isso. Sempre te amei e sempre te amarei... Nada, nunca te separará do meu amor. Nada, nunca te arrancará dessa Videira que te enxertei. A minha ação não é materialização de indiferença minha, ao contrário; é justamente o contrário. Te podei, não corte, por te amar".

"Mas, por que, Jardineiro? Eu tava muito belo, muito frutífero"! - Retruca o Ramo.
"Não sejas belo e sábio aos teus próprios olhos. Eu o fiz, pois você precisava. Te podei para que pudesse dar mais frutos. Alegro-me com os frutos que você dá. Você só o dá pela Videira. Alegro-me com isso. A poda é para que dês mais" - Responde o Jardineiro.
"E quanto a essa dor que me causou. Se é para o Bem, se é prova de Teu amor essa poda, por que tem de haver dor? Por que não me falaste quando perguntei o motivo" - Insistia em questionar o Ramo.

"Quem te disse que o Jardineiro tem a obrigação de dizer aos Ramo o que vai fazer dele? Acaso, preciso eu do teu conselho e sabedoria? Minha vontade depende da sua vontade?... Há certas coisas, Ramo, na tua vida que ocorrerão e no momento que ocorrerem não saberás o porquê... posteriormente, quem sabe!!?

E quanto a dor, ela, às vezes, faz parte de meu trabalhar... Ela gera Perseverança, e esta tem de ter ação completa para que você, Ramo, seja Maduro e íntegro no ponto certo, sem faltar nada... Ai sim, darás muitos frutos.
O sofrimento e dor de hoje, não se compara com a gloria da Videira que compartilharás amanhã".

O Ramo, constrangido pelo Amor do Jardineiro; amor que ele questionou por não conhecê-lo o suficiente; diz com um sorriso no rosto: "Estão, Jardineiro, custe o que custar, poda-me como quiseres para que eu possa ser mais parecido com a Videira, para que eu possa dar mais frutos".

A conversa com o Jardineiro, não o mudou - como o Ramo pensava que pudesse convencê-lo de não mais fazer aquilo -, mas mudou o próprio Ramo. Conformo-o a Vontade Soberana do Jardineiro.

Christopher Vicente 03-02-12